Os guerreiros cruzaram rápida e silenciosamente a planície, seguindo a trilha deixada por seus inimigos na grama. Ao chegarem na vila, se reuniram atrás de uma pequena elevação da qual podiam ver a praça central. Puderam ver Devlin e os outros dois Urumann em volta de um círculo pintado no chão com sangue. Havia também algumas inscrições em letras que eles jamais haviam visto, mas que não tinham um aspecto muito agradável. Podiam até mesmo sentir as vibrações negativas que emanavam daqueles símbolos estranhos. No centro deste círculo estava o anjo Haiael com suas vestes rasgadas, sua pele queimada e mutilada mas ainda podiam vê-lo respirando. Estava amarrado e acorrentado à uma velha árvore no meio da praça. A visão era no mínimo cruel.
Gríffon reuniu rapidamente os guerreiros em uma roda e, com um graveto, começou a desenhar no chão um plano de ataque.
- Bom, temos que ser realistas. Nossas forças não superariam as deles nem que estivéssemos com o dobro de homens aqui. Mas nossa inteligência pode superar a arrogância deles. A idéia é nos separarmos em três grupos, liderados por Disper, Riant e por mim. Estes grupos terão seis guerreiros cada e deverão atrair os Urumann em três direções diferentes. Enquanto isso, Morad e Menar irão libertar Haiael para que ele possa nos teleportar para um local seguro e possamos reavaliar nossa estratégia.
- Mas será que conseguiremos distraí-los tempo suficiente sem que eles nos matem?
- Só temos um chance: bater e correr. após atrair os anjos negros, os grupos deverão se dividir em duplas. Cada dupla realizará um pequeno ataque que virá de direções diferentes. A idéia é bater e fugir até que tenhamos libertado Haiael e possamos sair daqui sem feridos ou mortos. Lembrem-se, o objetivo não é matá-los e sim distraí-los. Procurem não se arriscar muito com ataques suicidas nem dar uma de heróis, certo? Sigam o plano e talvez saiamos dessa com vida. Alguma pergunta?
- Eu tenho um pedido a fazer! – Menar dirigiu a voz à seu amigo com estranha firmeza. – Eu gostaria de liderar um dos grupos com o meu irmão ao meu lado.
- E por quê gostaria de fazer isso? Percebe que a missão dos grupos é muito mais perigosa do que a sua e de seu irmão?
- Sim, claro que percebo. Mas gostaria de expressar um pouco do que sinto em relação àqueles monstros!
- Desculpe meu amigo mas este não é o lugar e nem o momento para vinganças pessoais. Acho que todos gostariam de sair vivos daqui e a sua vingança poderia por em risco todo o plano!
- Acho que não meu capitão. Garanto ao senhor que eu serei muito mais útil combatendo os Urumann do que cortando cordas e rompendo correntes. Além do mais o senhor seria mais útil junto com o anjo para planejar um jeito de nos tirar daqui todos vivos.
- Você está certo do que está me pedindo, Menar?
- Sim, meu capitão! Nunca tive tanta certeza de algo em minha vida!
- E quanto a você, Morad? O que pensa desta insanidade que seu irmão está pretendendo?
- Eu topo! Não vou deixar meus irmãos na mão.
- Está certo! Menar liderará o meu grupo e Morad substituirá um deste grupo que virá comigo. Quem se oferece?
- Eu, meu capitão! – Um rapaz de cabelos dourados, forte mas com olhos de menino ainda. Carregava uma enorme espada além de um belo escudo e duas adagas na cintura, feitas por Haiael.
- Qual o seu nome, guerreiro? Não me lembro de ter lutado a seu lado.
- Meu nome é Kron, meu capitão. Realmente nunca tive a honra de lutar ao seu lado. Eu realizava missões secretas à pedido do Conselho dos Anjos. Ordens diretas do próprio Gabriel. Destas missões nem mesmo vocês sabiam.
- Interessante isso! Eu vejo um brilho fosco vindo de suas adagas. Foram presente de um anjo?
- Sim e não. Estas adagas pertenciam ao meu companheiro nas missões que se chamava Tamris. Elas lhe foram dadas por Haiael. Mas em uma missão, fomos descobertos por Devlin e seus irmãos. Tamris foi atingido por uma lança poucos segundos antes de nosso teleporte. A lança literalmente o partiu ao meio. Me foi permitido ficar com as adagas de Tamris por não tê-lo abandonado naquele estado.
- Então, está certo. Você vem comigo. Vamos meus guerreiros, espalhem-se e espero encontrar a todos daqui alguns minutos.
Com isto, os guerreiros juntaram-se aos líderes de grupo enquanto Gríffon e Kron dirigiam-se para trás dos inimigos. O grupo de Disper partiria da esquerda, o de Riant pela direita e o de Menar atacaria pela frente.
Com um assovio de Riant, o ataque aos anjos negros finalmente havia começado. Os anjos reagiram com um estranho sorriso nos rostos e partiram em direção aos guerreiros com um olhar sombrio e armas em punho. O plano até ali estava funcionando!
Rapidamente, Kron e Gríffon saíram das sombras e foram em direção ao anjo que estava preso à árvore. Kron ficou observando e dando cobertura enquanto Gríffon tentava libertar Haiael. Desesperado, o anjo olhava para seu capitão e tentava lhe dizer alguma coisa mas uma mordaça o atrapalhava. Gríffon a removeu e ouviu horrorizado às palavras dele:
- Não, Gríffon, é uma armadilha! Fujam!
- Sim, nós sabemos disso. Mas já temos um plano traçado para distrair os três enquanto libertamos você.
- Não! Não são três! São trinta!
Mas era tarde demais para fugir. Kron chamou calmamente por Gríffon pedindo instruções. Ele foi até a posição de observação e o que viu acabou com todas as suas esperanças. Um grupo de anjos negros vinha lentamente em direção à praça carregando enormes espadas e lanças e vestindo suas túnicas rubro negras. Tentou pensar em algo rápido para tirá-los daquela situação. Voltou até o anjo para perguntar o que fazer.
Neste instante, sentiu uma leve brisa. Devlin passou como um raio pelas ruas da vila e atingiu a praça. Quando Kron o viu, não havia mais tempo. Um poderoso golpe de machado, no peito do guerreiro, o fez atravessar a praça e bater no tronco da árvore em que Haiael estava preso. O golpe dilacerou o peito do jovem guerreiro.
Gríffon soltou um grito de horror ao ver a armadura de Kron cair dividida em duas e seu tórax totalmente aberto. Correu e segurou-o em seus braços, com o coração acelerado.
- Meu capitão! Foi uma... honra estar ao seu lado... neste dia tão triste. Prometa-me que não importa o que aconteça você irá... viver! E vingará a minha morte. Salve Haiael e os demais... e fuja daqui. Por mim!
- Sim, Kron, eu prometo que vingarei sua morte. Mesmo que isso leve mais tempo que esta noite. Fique em paz, meu irmão Arkiax.
Com isto, Kron fechou os olhos e a vida se esvaiu de sua forma. De repente ele começou a desaparecer lentamente e sua essência foi levada pelo vento como o pólen que é levado para outros campos. Só restaram sua armadura destruída e suas armas. As lágrimas escorriam dos olhos de Gríffon, um pequeno sinal da dor e da raiva no coração do guerreiro.
- Gríffon, pegue as adagas. Não deixe de pegá-las.
- Por quê, Haiael? Por quê as adagas são importantes agora?
- A esperança nunca deve morrer. E se ela desaparecer, a perseverança deve surgir. Estas adagas ainda lhe serão úteis. Guarde-as bem escondidas em sua armadura e não deixe que os inimigos as vejam.
- Por falar neles, por que estão parados ali e não acabam logo com isso?
- Não sei Gríffon, realmente não sei.
Não demorou muito para que percebessem e entendessem as intenções de Devlin e seus malditos irmãos. Pouco a pouco, começaram a chegar os outros Urumann que saíram na caça dos três grupos de guerreiros que haviam se espalhado de acordo com o plano de Gríffon. Haviam dezoito guerreiros surgindo, o que fez Gríffon perceber a desvantagem de seus amigos.
- Haiael, não pode ser. Eles nos pegaram totalmente desprevenidos. Para cada guerreiro havia um inimigo em sua caça. Não tiveram a mínima chance!
- É o que parece, meu amigo. Infelizmente, não houve chance de vitória, desde o começo. Não deviam ter vindo aqui!
- O que queria que fizéssemos? Que simplesmente abandonássemos você? Você sabe que nunca faríamos isso. Mesmo sabendo que tudo era uma armadilha, não podíamos deixá-lo aqui.
- Eu sei disso. Não sei como mas eles usaram meus poderes para trazê-los aqui. Infelizmente isso causou a morte de todos exceto nós dois.
- Espere um pouco, Estou vendo quatro guerreiros sendo trazidos pelos Urumann. Oh meu Deus, são Disper, Riant, Morad e Menar! Eles estão vivos!
Mas a visão, ainda assim, não era nada animadora. Os guerreiros estavam sendo arrastados pelas pernas ou pelos braços. Disper era puxado pelo seu longo rabo de cavalo, o que o fazia sentir uma dor insuportável. Foram jogados na praça, um pouco à frente do lugar em que Devlin estava parado, observando tudo.
Gríffon foi em direção à eles lentamente procurando não tornar a situação mais tensa ainda. Fitou o líder dos Urumann por poucos segundos, tentando obter alguma informação. Olhou então seus amigos com o coração partido e abaixou perto de Riant. Seus olhos vermelhos de sangue tentaram sorrir para Gríffon.
- Ah, meu amigo, como pude deixar tal coisa acontecer com vocês? O que aconteceu no campo de batalha?
- Fizemos tudo de acordo com o plano, Gríffon. Mas de repente surgiram anjos negros de todos os lados, um para cada um de nós. Com golpes rápidos e certeiros, nossos guerreiros caíram. Somente nós fomos poupados, mas não sabemos por quê.
- Qual o estado de vocês? Conseguem correr?
- Nem em sonho, parceiro... Eu tive as duas pernas quebradas e meus braços estão tremendo depois que acertei um deles no ombro. Os outros não parecem estar muito melhores que eu.
- Pela primeira vez, não sei o que fazer... O meu instinto me diz uma coisa mas meus olhos dizem outra. Sinto que talvez seja nossa última batalha juntos.
- Talvez, meu amigo, talvez. Mas ainda temos o anjo! Liberte-o e talvez tenhamos alguma chance.
- Você está certo amigo. Espere um pouco, vou tentar distraí-los.
Gríffon, levantou e encarou Devlin.
- O que quer de nós, seu maldito? Por quê não acaba logo com isso? Se quisesse nos matar já o teria feito. Diga-me: quais são seus planos? – O guerreiro foi lentamente seguindo em direção ao anjo enquanto Devlin argumentava. A cada passo, a cada palavra avaliava a situação, procurando uma saída daquele inferno.
- Meus planos? Você não está em condições de fazer tal pergunta.
- Eu sei. Aliás, como guerreiro, permita-me cumprimentar-lhe pela excelente estratégia usada aqui hoje. Você nos atraiu, nos enganou, aproveitou a vantagem e deu o golpe de misericórdia. Meus parabéns! – Disse Gríffon, em um tom irônico.
- Há, você é muito engraçado, capitão! Há, há, há, realmente essa foi demais! Nós não precisamos de estratégia para vencer vocês, ratos imundos! Somente nossa força e nossa maldade dão conta do recado.
Naquele momento, Gríffon vislumbrou uma chance, pequena, mas lá estava. Só precisava arrancar mais informações do arrogante anjo negro.
- Permita-me então uma última regalia. De soldado para soldado. Diga-me, como forçou Haiael a nos trazer aqui? Só ele tem este poder.
- Você é abusado... Não lhe devo nada capitão. Mas, como está à beira da morte, posso te contar o que fazemos. Pro céu você não vai, disto tenha certeza. – Uma longa e maléfica risada zombou ainda mais dos caídos ali. – Vê este círculo de sangue? Ele permite que eu use o poder de teleporte do anjo, como eu quiser. E também impede que ele use. Magnífico não?
Gríffon percebeu que tinha um problema nas mãos. Maior do que imaginava. Como tirar dali os sobreviventes sem o poder do anjo. Render-se não era uma opção. Não havia considerado todas as variáveis, em seu plano de resgate. Tinha que quebrar o círculo de sangue, mas... como? Qualquer tentativa agora era loucura, pura e simples.
- Tenho que tirar o chapéu Devlin, não estava contando com essa magia negra. Não há mais nada a fazer. Permita-me dizer adeus ao meu comandante e depois faça o que bem entender.
As palavra saíram quase que sozinhas, algo programado. Precisava ganhar tempo pois sua mente estava concentrada em tirá-los dali. Olhou ao seu redor enquanto se virava. Lamparinas acesas iluminavam a pequena praça. Bancos de madeira ao redor da árvore e o chão de terra batida, nada muito útil. Tocou o sangue com sua bota e viu que ainda estava fresco. Algo naquela magia negra não permitia que o sangue coagulasse. Pelo contrário, o sangue corria rapidamente como se fosse o curso de um pequeno riacho.
Percebeu que umas das lamparinas estava apagada mas cheia de óleo. Uma luz se acendeu em sua mente. Sabia como sair dali.
- Poderíamos fazer um trato, o que acha? – disse Gríffon.
- Que tipo de trato, guerreiro? O que você tem a oferecer que possa nos interessar?
- Vocês nos deixam ir e nós não matamos você e seus amiguinhos hoje. O que acha covarde? – Desferiu um chute derrubando a lamparina apagada, e fazendo com que seu óleo se juntasse ao sangue corrente.
- Diga, Gríffon, em que momento você perdeu sua sanidade? Quando destruí sua armadura ou quando destrocei seu amigo Kron?
Olhou então firmemente para Devlin e toda a ironia tinha partido. O anjo negro o estava provocando e ele não parecia estar resistindo muito. O guerreiro se aproximou do anjo amarrado trazendo uma das lamparinas acesas em sua mão esquerda.
- Quer saber mesmo, Devlin? Quer mesmo saber em que momento perdi minha sanidade? No momento em que suas mãos sujas e fétidas tocaram em meus amigos. No momento em que seus pés, que já esmagaram muitos seres inocentes, pisaram esta dimensão e a contaminaram com o mal. Esse foi o momento em que perdi minha sanidade. Agora se você considera minha luta e de meus guerreiros uma insanidade, pense bem Devlin, o louco é você! Maldito!
Gríffon soltou um poderoso grito que ecoou por toda a região durante alguns segundos. Devlin gargalhou debochando da inutilidade daquela situação. Tudo aquilo estava demorando muito, mas a diversão que seria a morte do capitão dos Arkiax ainda poderia esperar. Somente mais um pouco.
- Não vê a insensatez de tudo isso, guerreiro? De que adianta ficar gritando e esbravejando como uma mocinha? De que adianta?
Gríffon avistou a espada de Kron próxima à armadura destruída. Lentamente, colocou seu pé direito sobre a espada. Piscou para o anjo, depositando a lamparina ao seu lado. Haiael percebeu então o plano do amigo.
- Aceito perfeitamente que não entenda, sua besta! Nunca iria perceber as minha reais intenções pois seus olhos estão cegos pela sua arrogância, “Sr. Ser superior”! Pois está na hora de abrir seus olhos. E o momento é agora!
Com um movimento rápido de perna Gríffon levantou a espada de Kron e, num golpe só, cortou as correntes e cordas que envolviam o anjo, quase rachando a velha árvore ao meio. Ao ver isso, um dos anjos negros partiu em direção aos guerreiros caídos e rapidamente alcançou Morad. Devlin ordenou que ele voltasse à sua posição mas ele não ouviu. Levantou o guerreiro pelos cabelos e chamou por Gríffon:
- Guerreiro! Olhe para cá! Este é o destino de toda a sua raça!
O Urumann puxou um enorme punhal de sua túnica e cortou a garganta de Morad. Gríffon urrou violentamente e foi em direção ao maldito, que havia assassinado seu amigo e companheiro, ignorando o risco de sua própria manobra. Menar tentou ajudar o irmão mas não conseguia nem mesmo se levantar e chorou sua impotência. Pôde ver através da cortina de lágrimas seu capitão que vinha como um trem para cima do maldito. Ele levantou a espada e golpeou velozmente o peito do anjo negro. Até os Urumann ficaram impressionados com a fúria e a velocidade do capitão dos Arkiax. Suas mãos não tremeram ou hesitaram em momento algum. Mas a espada não agüentou a pressão do corpo do anjo negro e da mão que a empunhava, partindo-se em vários pedaços.
O Urumann golpeado se levantou e agarrou Gríffon pela nuca, erguendo-o a uma pequena distância do chão. Certo de sua vitória, o Urumann riu e levantou a sua arma para o esperado golpe. Gríffon olhou para Haiael e viu o e comandante dos Arkiax se levantar lentamente. Voltou seu olhos e ouviu a ordem de Devlin:
- Se matá-lo agora, meu irmão, não viverá muito para ver a punição de todos eles pelo nosso pai. Porque o punido será você! Largue ele agora!
Gríffon sorriu e perguntou ao Urumann:
- Qual o seu nome?
- Tpok, por quê, vermezinho humano?
- Eu gosto de saber o nome de minha vítimas. Quando possível. – E com isso puxou as adagas que estavam escondidas em sua armadura e cravou-as no peito e na testa de Tpok. O anjo agonizou alguns momentos, caiu ajoelhado e começou a derreter lentamente, virando apenas ossos e cinzas.
Os inimigos olharam enfurecidos para o assassino de seu irmão e partiram para o ataque. Devlin apenas sorria e observava o desfecho daquele dia maravilhoso que havia escapado de seu controle. Resolveu deixá-los executar os inimigos, menos o anjo.
- Agora Haiael!!! - disse Gríffon, recuando com as adagas em proteção aos seus amigos.
Haiael então jogou a lamparina acesa no círculo de sangue que, misturado com o óleo, se acendeu em altas chamas azuis. O círculo estava quebrado!
Com seu poder restaurado, teleportou os Arkiax machucados para um local seguro, há alguns quilômetros dalí. Gríffon voltou rapidamente em direção ao anjo para a fuga. Antes de fugirem, Devlin revelou uma arma que estava escondida em suas vestes. Sua luz brilhou forte como se estivesse lutando contra a maldade de Devlin. Seu tamanho quase alcançava os dois metros e meio. Gríffon parou e observou o objeto nas mãos do inimigo.
- Reconhece esta arma, Gríffon? Reconhece a “matadora de anjos negros”? Acho que você a perdeu em algum lugar não foi? Venha buscá-la!
- Ursan! Minha lança! Ela não pode permanecer em mãos erradas. Sabe disso não é Devlin? Sabe que eu não a deixarei com você! Ela é pura demais para permanecer em suas mãos.
- Venha buscá-la, poderoso capitão dos Arkiax!
- Devlin está te provocando! Vamos embora agora! Viva hoje e lute amanhã. Não se preocupe meu amigo, ele vai engolir estas zombarias. – Disse Haiael segurando no ombro de Gríffon com força.
- Em breve Devlin, em breve! – disse Gríffon, com uma ira controlada em seus olhos. Mas que seria facilmente libertada e dificilmente contida.
- Estarei esperando, capitão. Eu te darei a honra de morrer pelas minhas mãos empunhando a sua própria arma. Morrerá por ela, guerreiro, não se esqueça.
- Ela irá retornar a mim, mas para a sua morte maldito! – E levantou sua mão direita em direção à lança como se fosse pegá-la à distância. A arma tremeu na mão de Devlin como se estivesse sendo puxada. O Anjo negro só conseguiu segurá-la com muito esforço.