- Camael, envie mensageiros a todos os nossos contatos nas nações informando a situação. Faça com que toda a informação que recebemos hoje chegue até eles. Peça para que eles fiquem de olhos bem abertos.
- Sem problemas Metatron. As ações do inimigo não mais passarão despercebidas.
E Metatron continuou – Miguel e Gabriel, espalhem seus anjos e arcanjos por todas as dimensões. Procurem sinais, cacem nossos inimigos mas não os matem. Lembrem-se, precisamos de informação!
- Mas e a segurança da dimensão celestial? – Perguntou Gabriel. Os arcanjos sempre tiveram essa incumbência.
- Não se preocupe Gabriel, Meus serafins irão cuidar desta tarefa. Mas você sabe que enquanto nosso Pai estiver conosco, esta dimensão não pode ser invadida pelo inimigo.
- Sem problemas Metatron, assim será feito então.
- Gabriel, com exceção dos anjos da guarda, envie todos os anjos para esta missão. Tenho um pressentimento ruim a respeito disso.
Gríffon em sua cadeira assistia a tudo calado, apenas tentando imaginar qual seria o seu papel em toda aquela movimentação. Enquanto Metatron continuava a dar instruções, o capitão se lembrou de algo que quase ia passando despercebido. Olhou para Rafael e, assim que seus olhos se cruzaram, foi como se o conselheiro tivesse lido seus pensamentos.
- Um momento Metatron, por favor. Parece que nosso convidado deseja saber o que aconteceu com o Urumann morto, estou certo?
Gríffon se sentiu envergonhado por atrapalhar as deliberações, mas a curiosidade era maior. Seu braço ainda se lembrava da forte energia, como um choque, que passou através da arma para o seu corpo. Um misto de agonia e desespero. Algo que faria qualquer guerreiro tremer. Menos ele.
- Desculpe, não quis interromper. Mas percebi que é uma informação importante, especialmente para meus guerreiros. Eles precisam saber o que estão enfrentando. – neste momento, Gríffon esqueceu totalmente das formalidades e pensou somente em seus guerreiros. Sabia que podia encarar novamente qualquer Urumann, inclusive Devlin. Sentia que era diferente e aquilo lhe dava mais força. Mas seus guerreiros mesmo sendo bravos e valentes, pareciam não compartilhar da mesma força.
- Claro meu amigo, muito importante é a informação. Vamos direto ao ponto. Os anjos negros não são como nós. Nós fomos criados da luz e do amor divino. Os Urumann foram criados a partir de almas corrompidas. – explicou pacientemente Rafael.
- Sim, e por isso são espíritos como nós.
- Exato, porém o que você destruiu não foi um espírito. É um pouco complicado mas funciona mais ou menos assim: quando um ser humano morre, sua alma se separa do corpo, e este é um processo traumático. Depois disso ela passa pelo purgatório e lá é feito seu julgamento, que irá definir para onde deve ir.
- Céu ou inferno? – indagou o capitão.
- Basicamente sim. Seus guerreiros conseguem lutar e voltar pois suas almas não se separam totalmente do corpo. Uma fina linha de luz, quase invisível ao olho humano mantém a conexão com o corpo. Essa linha só pode ser quebrada quando o corpo padece ou seu espírito é destruído. E com isso claro, seu corpo morre também. – Rafael fez uma pausa, sentindo que uma pergunta estava vindo.
- Sim mas... isso ainda não explica o que aconteceu...
- Calma rapaz, estou chegando lá. Lúcifer encontrou, anos atrás, uma forma de unir uma alma desencarnada a um corpo ainda vivo.
- Vivo? Mas e a alma que já estava no corpo?
- Esta é a grande chave do poder deles. Os Urumann conseguem manter, em um só corpo, duas almas ou dois espíritos. Pode-se dizer que é um tipo de possessão demoníaca, mas não do tipo que pode ser resolvida com um exorcismo, por exemplo. É uma ligação bem mais profunda que isso, e requer o consentimento da alma dominada.
- A pessoa possuída precisa desejar a possessão? Quem aceitaria isso?
- Infelizmente alguns. – admitiu Rafael. – uns por pura maldade, outros são iludidos. Não sabemos ainda como ele faz isso. Mas o que sabemos é que a fonte de aumento do poder deles, também é sua fraqueza. Quando fazem isso, os Urumann ficam mais vulneráveis às armas angelicais. Por isso sua lança e as adagas funcionaram tão bem contra eles.
- Mas o que acontece com a outra alma? – perguntou Gríffon. Sentiu pelo olhar dos presentes, que a pergunta estava respondido. Quem terminou a explicação, após um breve silêncio, foi Haiael.
- É destruída também Gríffon...
Sentindo o clima pesado, Metatron decidiu encerrar por ali aquela conversa.
- Bom, já que as informações necessárias foram passadas, devo agora anunciar o outro motivo de sua presença neste conselho. Temos uma missão muito importante e preciso que alguém de confiança cuide disso. Esta pessoa é você, capitão. Infelizmente quase todos os anjos estarão a partir de agora em missão, portanto você irá acompanhado somente de um guerreiro de sua ordem. Haiael irá escolher seu acompanhante e o informará.
- Qual a natureza desta missão, senhor?
- Diplomática, por mais estranho que isso pareça. Temos uma situação desfavorável e delicada na 4° dimensão, mas que podemos virar a nosso favor. Muitas almas estão em jogo. Mas se conseguirmos que o plano funcione o resultado pode ser melhor do que esperamos. Dê-me alguns minutos com Haiael para discutirmos os detalhes e em seguida você deverá partir.
Gríffon ficou pensando no peso que aquelas palavras tinham. O peso de muitas vidas novamente em suas mãos. Não tinha medo da responsabilidade. Nem mesmo duvidava de sua capacidade. Mas a memória de seus amigos e o pesadelo da última batalha ainda martelava sua mente. Era mais como uma alfinetada, ou uma agulha. Não alterava sua vontade mas estava lá, incomodando...
Deixou o palácio e caminhou em direção ao portão novamente, esperando ansiosamente por seu comandante. Ficou imaginando quem seria seu companheiro na missão, já que seus guerreiros mais experientes haviam sido abatidos ou estavam sem condições de luta. Olhou para cima e ficou surpreso ao ver luzes mais brilhantes que a própria luz do lugar. Elas deixavam o palácio em diferentes direções e em grande velocidade. Cobriu os olhos com uma das mãos e pode ver melhor as figuras iluminadas. Não eram simples luzes. Eram os anjos, cada um indo cumprir a missão que Metatron os incumbiu.
Haiael desceu a colina em direção ao capitão que, maravilhado, ainda olhava as luzes se distanciando. Olhou para trás, assim como Gríffon, e não pôde deixar de admirar o belo espetáculo que lhe era muito familiar.
- Não me canso de ver isso sabe... já vi esta cena milhares de vezes e toda vez me parece mais e mais bela...
- Você parece diferente dos demais Haiael, não sei explicar. Talvez mais humano que eles... – o capitão pareceu buscar algo no rosto de seu amigo, sem saber exatamente o que procurava.
- Curioso Gríffon? É meu amigo, você é perspicaz, não há dúvidas disso. Sim, tenho algo de diferente dos demais, mas por enquanto não há tempo para esta história. Está na hora de partir. – o capitão já cruzava o belo portão branco quando foi alertado pelo anjo. – Não meu amigo, você não vai por aí. Seu caminho hoje é outro. Causará um pouco de problemas em casa mas nosso tempo é curto. Vê aquele portão marrom, logo depois do palácio? É por ele que seguirá.
- Sem problemas mas... e o meu acompanhante?
- Está logo ali.
Acenando para eles estava Djad, um jovem assim como Gríffon. Porém, diferente do guerreiro, seus olhos emanavam uma energia muito positiva, contagiante. O tipo de pessoa que ilumina o lugar com seu bom humor e positividade. – Quem sabe novos rostos não vão tirar esta cara amarrada, não é? – Disse o anjo, beirando o sarcasmo.
- Não sei não mas acho que está zombando de mim...
- Perspicaz mesmo, sem dúvida! – o anjo trocou um olhar rápido e ambos caíram na risada. – Parece que o garoto já está fazendo efeito, meu amigo!
- Não se preocupe Haiael, se ele não fizer rir, o devolvo na primeira oportunidade! – Mais risadas acompanharam a brincadeira. – Agora falando sério, e a missão, amigo? E os detalhes?
- Djad já sabe o necessário. Assim que chegarem lá, nosso contato os encontrará. Vão com Deus.
- Te vejo em breve! – Se despediu o guerreiro, indo em direção ao seu novo parceiro na diplomacia. – Vamos?
Djad concordou e ambos atravessaram o portão marrom rumo à quarta dimensão. Haiael ficou observando sua partida, já pensando em seus próximos passos. Muita coisa a partir daquele momento seria diferente. O tipo de mudança que não tem volta.
Cláudia chegou em casa com uma agonia no peito que não conseguia explicar. Chegou apressada com as compras por volta das 19:20, pouco antes de Tony. Viu o carro de Daniel na garagem e ficou imaginando porque o filho não estava na faculdade. Ao entrar viu Daniel deitado no sofá, segurando uma garrafa de cerveja vazia na mão e roncando muito. Soltando um longo suspiro de alívio, deduziu que tinha sido um dia difícil e decidiu deixá-lo ali até que o jantar estivesse pronto.
Tony entrou cantarolando uma música e dançando com os braços erguidos, como se estivesse segurando uma parceira imaginária. A mulher não conseguiu se conter e soltou uma risadinha por entre os lábios. Ele nem deu bola e continuou dançando. Substituiu a parceira imaginária pela esposa que, ainda rindo, acompanhou o marido em sua alegria.
- Ai Tony como você é besta, me conta logo vai. Porque você tá assim?
- Sabe aquele contratinho que estávamos batalhando? O cliente assinou hoje à tarde!!! – Tony levantou Cláudia e soltou um longo “Uhuuuu” para comemorar o bom negócio. Bateu os olhos no filho e ficou imaginando porque ele não havia acordado com tamanha bagunça. – Desmaiou? – perguntou para a esposa, jogando a cabeça de lado.
- Ah ele deve ter tomado uma cervejinha pra relaxar e capotou no sofá. Deve ter sido um dia difícil no trabalho. Deixa ele, daqui a pouco eu acordo ele pra jantar.
- Bom então eu vou tomar um belo banho e você vai me acompanhar, porque nós vamos jantar fora hoje! E vai ser comida japonesa!
- Então você vai comer poeira pois eu vou entrar no chuveiro antes de você! – E saíram ambos correndo feito adolescente em direção ao banheiro.
Após um demorado banho, ainda de toalha, Cláudia cutucou Daniel carinhosamente para que o filho se juntasse a eles na celebração. Estranhou quando o rapaz nem se mexeu, e decidiu caprichar na cutucada.
- Dani? Daniiiiii. Acorda filho, nós vamos jantar fora, pra comemorar uma ótima notícia. Vai garoto, acorda...
Cláudia sabia que o filho era preguiçoso e chacoalhou bastante pra espantar toda e qualquer preguiça. Nada. Foi até o pé começou a fazer cócegas, coisa que o filho não suportava. Nada. Começou a ficar preocupada e chamou o marido.
- Vai garoto, pára de bobeira que sua mãe já tá ficando preocupada... Dani? Daniel. DANIEL!!!
O desespero tomou conta dos dois. O filho simplesmente não acordava! Buscaram um copo de água, jogaram no rosto dele e nada. – Ai meu pai, me ajuda! DANI!!!
Tony pegou o telefone e ligou para os bombeiros, enquanto pedia que a mulher ficasse calma. “Ficar calma? Como?” repetia a mulher, chorando e balançando o filho que dormia, alheio a toda aquela confusão. E bem longe dali.
- Sem problemas Metatron. As ações do inimigo não mais passarão despercebidas.
E Metatron continuou – Miguel e Gabriel, espalhem seus anjos e arcanjos por todas as dimensões. Procurem sinais, cacem nossos inimigos mas não os matem. Lembrem-se, precisamos de informação!
- Mas e a segurança da dimensão celestial? – Perguntou Gabriel. Os arcanjos sempre tiveram essa incumbência.
- Não se preocupe Gabriel, Meus serafins irão cuidar desta tarefa. Mas você sabe que enquanto nosso Pai estiver conosco, esta dimensão não pode ser invadida pelo inimigo.
- Sem problemas Metatron, assim será feito então.
- Gabriel, com exceção dos anjos da guarda, envie todos os anjos para esta missão. Tenho um pressentimento ruim a respeito disso.
Gríffon em sua cadeira assistia a tudo calado, apenas tentando imaginar qual seria o seu papel em toda aquela movimentação. Enquanto Metatron continuava a dar instruções, o capitão se lembrou de algo que quase ia passando despercebido. Olhou para Rafael e, assim que seus olhos se cruzaram, foi como se o conselheiro tivesse lido seus pensamentos.
- Um momento Metatron, por favor. Parece que nosso convidado deseja saber o que aconteceu com o Urumann morto, estou certo?
Gríffon se sentiu envergonhado por atrapalhar as deliberações, mas a curiosidade era maior. Seu braço ainda se lembrava da forte energia, como um choque, que passou através da arma para o seu corpo. Um misto de agonia e desespero. Algo que faria qualquer guerreiro tremer. Menos ele.
- Desculpe, não quis interromper. Mas percebi que é uma informação importante, especialmente para meus guerreiros. Eles precisam saber o que estão enfrentando. – neste momento, Gríffon esqueceu totalmente das formalidades e pensou somente em seus guerreiros. Sabia que podia encarar novamente qualquer Urumann, inclusive Devlin. Sentia que era diferente e aquilo lhe dava mais força. Mas seus guerreiros mesmo sendo bravos e valentes, pareciam não compartilhar da mesma força.
- Claro meu amigo, muito importante é a informação. Vamos direto ao ponto. Os anjos negros não são como nós. Nós fomos criados da luz e do amor divino. Os Urumann foram criados a partir de almas corrompidas. – explicou pacientemente Rafael.
- Sim, e por isso são espíritos como nós.
- Exato, porém o que você destruiu não foi um espírito. É um pouco complicado mas funciona mais ou menos assim: quando um ser humano morre, sua alma se separa do corpo, e este é um processo traumático. Depois disso ela passa pelo purgatório e lá é feito seu julgamento, que irá definir para onde deve ir.
- Céu ou inferno? – indagou o capitão.
- Basicamente sim. Seus guerreiros conseguem lutar e voltar pois suas almas não se separam totalmente do corpo. Uma fina linha de luz, quase invisível ao olho humano mantém a conexão com o corpo. Essa linha só pode ser quebrada quando o corpo padece ou seu espírito é destruído. E com isso claro, seu corpo morre também. – Rafael fez uma pausa, sentindo que uma pergunta estava vindo.
- Sim mas... isso ainda não explica o que aconteceu...
- Calma rapaz, estou chegando lá. Lúcifer encontrou, anos atrás, uma forma de unir uma alma desencarnada a um corpo ainda vivo.
- Vivo? Mas e a alma que já estava no corpo?
- Esta é a grande chave do poder deles. Os Urumann conseguem manter, em um só corpo, duas almas ou dois espíritos. Pode-se dizer que é um tipo de possessão demoníaca, mas não do tipo que pode ser resolvida com um exorcismo, por exemplo. É uma ligação bem mais profunda que isso, e requer o consentimento da alma dominada.
- A pessoa possuída precisa desejar a possessão? Quem aceitaria isso?
- Infelizmente alguns. – admitiu Rafael. – uns por pura maldade, outros são iludidos. Não sabemos ainda como ele faz isso. Mas o que sabemos é que a fonte de aumento do poder deles, também é sua fraqueza. Quando fazem isso, os Urumann ficam mais vulneráveis às armas angelicais. Por isso sua lança e as adagas funcionaram tão bem contra eles.
- Mas o que acontece com a outra alma? – perguntou Gríffon. Sentiu pelo olhar dos presentes, que a pergunta estava respondido. Quem terminou a explicação, após um breve silêncio, foi Haiael.
- É destruída também Gríffon...
Sentindo o clima pesado, Metatron decidiu encerrar por ali aquela conversa.
- Bom, já que as informações necessárias foram passadas, devo agora anunciar o outro motivo de sua presença neste conselho. Temos uma missão muito importante e preciso que alguém de confiança cuide disso. Esta pessoa é você, capitão. Infelizmente quase todos os anjos estarão a partir de agora em missão, portanto você irá acompanhado somente de um guerreiro de sua ordem. Haiael irá escolher seu acompanhante e o informará.
- Qual a natureza desta missão, senhor?
- Diplomática, por mais estranho que isso pareça. Temos uma situação desfavorável e delicada na 4° dimensão, mas que podemos virar a nosso favor. Muitas almas estão em jogo. Mas se conseguirmos que o plano funcione o resultado pode ser melhor do que esperamos. Dê-me alguns minutos com Haiael para discutirmos os detalhes e em seguida você deverá partir.
Gríffon ficou pensando no peso que aquelas palavras tinham. O peso de muitas vidas novamente em suas mãos. Não tinha medo da responsabilidade. Nem mesmo duvidava de sua capacidade. Mas a memória de seus amigos e o pesadelo da última batalha ainda martelava sua mente. Era mais como uma alfinetada, ou uma agulha. Não alterava sua vontade mas estava lá, incomodando...
Deixou o palácio e caminhou em direção ao portão novamente, esperando ansiosamente por seu comandante. Ficou imaginando quem seria seu companheiro na missão, já que seus guerreiros mais experientes haviam sido abatidos ou estavam sem condições de luta. Olhou para cima e ficou surpreso ao ver luzes mais brilhantes que a própria luz do lugar. Elas deixavam o palácio em diferentes direções e em grande velocidade. Cobriu os olhos com uma das mãos e pode ver melhor as figuras iluminadas. Não eram simples luzes. Eram os anjos, cada um indo cumprir a missão que Metatron os incumbiu.
Haiael desceu a colina em direção ao capitão que, maravilhado, ainda olhava as luzes se distanciando. Olhou para trás, assim como Gríffon, e não pôde deixar de admirar o belo espetáculo que lhe era muito familiar.
- Não me canso de ver isso sabe... já vi esta cena milhares de vezes e toda vez me parece mais e mais bela...
- Você parece diferente dos demais Haiael, não sei explicar. Talvez mais humano que eles... – o capitão pareceu buscar algo no rosto de seu amigo, sem saber exatamente o que procurava.
- Curioso Gríffon? É meu amigo, você é perspicaz, não há dúvidas disso. Sim, tenho algo de diferente dos demais, mas por enquanto não há tempo para esta história. Está na hora de partir. – o capitão já cruzava o belo portão branco quando foi alertado pelo anjo. – Não meu amigo, você não vai por aí. Seu caminho hoje é outro. Causará um pouco de problemas em casa mas nosso tempo é curto. Vê aquele portão marrom, logo depois do palácio? É por ele que seguirá.
- Sem problemas mas... e o meu acompanhante?
- Está logo ali.
Acenando para eles estava Djad, um jovem assim como Gríffon. Porém, diferente do guerreiro, seus olhos emanavam uma energia muito positiva, contagiante. O tipo de pessoa que ilumina o lugar com seu bom humor e positividade. – Quem sabe novos rostos não vão tirar esta cara amarrada, não é? – Disse o anjo, beirando o sarcasmo.
- Não sei não mas acho que está zombando de mim...
- Perspicaz mesmo, sem dúvida! – o anjo trocou um olhar rápido e ambos caíram na risada. – Parece que o garoto já está fazendo efeito, meu amigo!
- Não se preocupe Haiael, se ele não fizer rir, o devolvo na primeira oportunidade! – Mais risadas acompanharam a brincadeira. – Agora falando sério, e a missão, amigo? E os detalhes?
- Djad já sabe o necessário. Assim que chegarem lá, nosso contato os encontrará. Vão com Deus.
- Te vejo em breve! – Se despediu o guerreiro, indo em direção ao seu novo parceiro na diplomacia. – Vamos?
Djad concordou e ambos atravessaram o portão marrom rumo à quarta dimensão. Haiael ficou observando sua partida, já pensando em seus próximos passos. Muita coisa a partir daquele momento seria diferente. O tipo de mudança que não tem volta.
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Tony entrou cantarolando uma música e dançando com os braços erguidos, como se estivesse segurando uma parceira imaginária. A mulher não conseguiu se conter e soltou uma risadinha por entre os lábios. Ele nem deu bola e continuou dançando. Substituiu a parceira imaginária pela esposa que, ainda rindo, acompanhou o marido em sua alegria.
- Ai Tony como você é besta, me conta logo vai. Porque você tá assim?
- Sabe aquele contratinho que estávamos batalhando? O cliente assinou hoje à tarde!!! – Tony levantou Cláudia e soltou um longo “Uhuuuu” para comemorar o bom negócio. Bateu os olhos no filho e ficou imaginando porque ele não havia acordado com tamanha bagunça. – Desmaiou? – perguntou para a esposa, jogando a cabeça de lado.
- Ah ele deve ter tomado uma cervejinha pra relaxar e capotou no sofá. Deve ter sido um dia difícil no trabalho. Deixa ele, daqui a pouco eu acordo ele pra jantar.
- Bom então eu vou tomar um belo banho e você vai me acompanhar, porque nós vamos jantar fora hoje! E vai ser comida japonesa!
- Então você vai comer poeira pois eu vou entrar no chuveiro antes de você! – E saíram ambos correndo feito adolescente em direção ao banheiro.
Após um demorado banho, ainda de toalha, Cláudia cutucou Daniel carinhosamente para que o filho se juntasse a eles na celebração. Estranhou quando o rapaz nem se mexeu, e decidiu caprichar na cutucada.
- Dani? Daniiiiii. Acorda filho, nós vamos jantar fora, pra comemorar uma ótima notícia. Vai garoto, acorda...
Cláudia sabia que o filho era preguiçoso e chacoalhou bastante pra espantar toda e qualquer preguiça. Nada. Foi até o pé começou a fazer cócegas, coisa que o filho não suportava. Nada. Começou a ficar preocupada e chamou o marido.
- Vai garoto, pára de bobeira que sua mãe já tá ficando preocupada... Dani? Daniel. DANIEL!!!
O desespero tomou conta dos dois. O filho simplesmente não acordava! Buscaram um copo de água, jogaram no rosto dele e nada. – Ai meu pai, me ajuda! DANI!!!
Tony pegou o telefone e ligou para os bombeiros, enquanto pedia que a mulher ficasse calma. “Ficar calma? Como?” repetia a mulher, chorando e balançando o filho que dormia, alheio a toda aquela confusão. E bem longe dali.
Tá ficando booooom... kkk
ResponderExcluirVê se não demora pra colocar o próximo viu!! Bjos e sucesso amigo!!
Valeu Aninha! Realmente a história tá esquentando! Em breve eu posto os capítulos 5, 6 e talvez o 7 também! bjs!
ResponderExcluirComo assim, acabou? Cadê o resto? AAHHH, quero ler mais!
ResponderExcluirSinto falta de um pouco de descrições de personagens, para guiar a imaginação do leitor. As informações estruturais desse mundo de fantasia também estão vindo em doses muito homeopáticas, e eu ainda estou meio perdida, sem saber o que são essas dimensões, o que são exatamente as categorias de criaturas que você cita. Acho que essas "definições" devem vir mais para o começo, no primeiro capítulo, ou no segundo, para o leitor saber onde está "pisando". Mesmo que você vá detalhando aos poucos, a estrutura tem que ser clara desde o início.
Mas a sua narrativa é muito boa. A história ainda está meio confusa (para mim pelo menos, que não costumo ler fantasia), mas fica a curiosidade de querer saber o que vai acontecer depois.
Obrigado pelo ótimo comentário Monica!!! É bom contar com amigos escritores! As coisas que você citou são propositais e tem muito a ver com o meu estilo de escrever. Acredito que definir tudo no texto, logo de cara, acaba restringindo os caminhos do livro. Não costumo ter um começo, meio e fim pré-definidos. Pelo contrário, isso me limita. Prefiro que o leitor vá descobrindo este mundo novo da mesma forma que eu fui descobrindo quando escrevi. Claro que tudo tem um porque e será revelado. Mas a idéia de ter o protagonista entre dois mundos, descobrindo essa nova realidade junto com o leitor, me agrada mais do que algo pré-definido. Um exemplo disso é o final deste e o início do capítulo 6: os guerreiros vão para uma missão extremamente importante, mas sem muitas informações. Os anjos não compartilham as informações mais importantes, somente o necessário. Assim como um general ou comandante. Mas isso mudará mais pra frente e por um motivo bem forte! Opa, to falando demais! hahahaha Um grande abraço e muito obrigado por participar do blog!
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